Imagine negócios gerando um impacto positivo nas comunidades em que estão inseridos. E os seus funcionários sentindo-se com poder de mudar o mundo para melhor. Esse é o mundo que estamos tentando criar com a C&A. E é um mundo do qual precisamos mais do que nunca.

Muitos dos países de onde a C&A compra são desproporcionalmente afetados por desastres naturais ou surtos de doenças. Pobreza, desigualdade de gênero e disparidade educacional são questões importantes nas comunidades em que os funcionários da C&A vivem.

Nosso programa Voluntariado promove e capacita os funcionários da C&A para que apoiem suas comunidades. Eles fazem isso visitando, dando apoio e levando a educação para a sustentabilidade a organizações que trabalham com crianças pequenas. Eles também colaboram com organizações sociais e empreendedores que trabalham para transformar a indústria da moda, usando suas habilidades profissionais para fortalecer a comunidade.

Pablo Pereira, Escola de Notícias

Nesta seção

  • 6.1

    Um legado
    de voluntariado

    Uma recente avaliação externa revela os pontos fortes e os desafios do programa Voluntariado no Brasil.

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    Tatiana Cardeal
    Kristijan Aranjos’, MEX Productions
  • 6.2

    Fortalecidos no caso
    de desastres

    Derminda Barbosa nos conta como nosso projeto com a Save the Children e o Instituto Fonte está promovendo a resiliência e a prevenção de desastres na Região Serrana do Rio de Janeiro.

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    Acervo O Globo
  • 6.3

    Conectados por uma
    moda sustentável

    Carolina de Andrade comenta como o engajamento de voluntários do escritório central da C&A impulsionou o trabalho de empreendedores sociais conectados à moda sustentável.

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    Fábio Santos
Valor do apoio: € 815 mil (em 2015)
6.1

Um legado
de voluntariado

Desde o início do programa Voluntariado, milhares de funcionários da C&A têm se dedicado a apoiar crianças em suas comunidades. Há pouco tempo, nós nos perguntamos qual tem sido o sucesso dessa iniciativa. Em uma avaliação recente, identificamos os pontos fortes e os desafios do programa Voluntariado e como ele pode se desenvolver para tornar-se mais eficaz no futuro.

O voluntariado tem uma tradição forte na cultura brasileira. Começou no início do Brasil Colônia, quando a Igreja administrava hospitais e abrigos. Hoje, o voluntariado também se expressa por meio de um movimento corporativo que ganhou força a partir do início da década de 1990.

Em 1991, a C&A e o Instituto C&A lançaram o programa Voluntariado. Vinte e seis anos depois, o espírito da participação social permanece forte e vivo, como parte do DNA da empresa. Cerca de 2.500 funcionários da C&A de 120 cidades em 25 dos 26 Estados brasileiros estão envolvidos.

Após tantos anos de atuação e com um investimento anual de cerca de R$ 3 milhões, precisávamos compreender corretamente seus pontos fortes e desafios para identificar oportunidades de melhoria.

No último ciclo do programa (2013-2015), os objetivos foram: fortalecer a cultura do voluntariado dentro da C&A; ampliar a participação social dos voluntários; desenvolver a organização parceira para melhorar a qualidade da educação das crianças; e fortalecer o acesso à educação de qualidade.

Alessandro Pavone/Save The Children

O que encontramos? Em primeiro lugar, constatamos que os voluntários se beneficiaram com o Programa Voluntariado, que melhorou seu desenvolvimento profissional e pessoal. Proporcionou também aos voluntários um melhor entendimento dos direitos das crianças e das injustiças sociais.

Um dos pontos fortes do programa foi o “bazar”. Com a ajuda de voluntários, as organizações comunitárias vendem o excedente das roupas da C&A para mobilizar recursos. Equivale a um mecanismo de pequenos apoios financeiros, que proporciona fluxo de caixa para as organizações adquirirem livros e alimentos ou reformarem suas instalações. Com os recursos arrecadados no bazar, uma organização construiu um playground para as crianças, por exemplo.

Entretanto, a informação mais surpreendente e importante foi o pequeno alcance dos resultados para as organizações comunitárias e para as crianças. As expectativas do programa eram altas e houve muita paixão por ele, mas isso não se traduziu em impactos.

Isso mostra que devemos ser realistas. Voluntários não são educadores. Não são especialistas em capacitação e nunca serão. Mas são muito bons em realizar atividades envolvendo brincadeiras e diversão para as crianças. Para avançarmos, iremos aproveitar o que os voluntários fazem bem e dar a isso uma melhor estrutura.

A forte cultura do voluntariado no Brasil, aliada ao fato de que a C&A permite aos funcionários atuar como voluntários durante o horário de trabalho, confere a esse programa um grande magnetismo. Sabemos que a desigualdade social e a educação tocam o coração dos voluntários. Você não precisa se distanciar muito de uma loja C&A em Recife, no Rio de Janeiro ou em São Paulo para ver a miséria e a carência educacional. Portanto, com isso em mente, o programa será reconstruído.

Todavia, está claro que precisamos manter os pés no chão e repensar exatamente o que esse programa pode fazer pelas crianças e pelas comunidades no Brasil. Com os aprendizados da avaliação, seremos capazes de construir um programa mais forte no futuro. Vamos continuar a convidar milhares de funcionários da C&A a desempenhar um papel único no enfrentamento das questões sociais em todo o Brasil.

Programa voluntariado

Custo estimado em 2015:

US$
0mil

Em 2015, os bazares podem ter gerado um total entre

US$ 0 mil
e
US$ 0 mil

Valor investido em:

organizações
comunitárias
inheiro gasto em reformas dde instalações
materiais
pedagógicos
comida e pagamento
de salários
  • 0,0 mil

    voluntários, em média

  • 0

    organizações apoiadas, alcançando aproximadamente

  • 0 mil

    crianças

Resultados para os voluntários

0%

dos voluntários relataram melhoria nas habilidades de comunicação

0%

relataram que o programa Voluntariado melhorou seu desempenho no trabalho

0%

dos voluntários relataram que participaram para contribuir com o desenvolvimento da sociedade brasileira

0%

dos voluntários relataram que o programa Voluntariado lhes proporcionou o conhecimento de uma realidade social diferente da sua

Valor do apoio global a Save the Children: € 2,9 milhões (3 anos)
6.2

Fortalecidos
no caso de
desastres

O período chuvoso é sempre preocupante para a Região Serrana do Rio de Janeiro. Os frequentes desastres naturais, como deslizamentos, já mataram mais de 1.500 pessoas e desalojaram mais de 50.000 desde 2010. Derminda nos conta como nosso projeto com a Save the Children e o Instituto Fonte está promovendo a resiliência e a prevenção de desastres na região.

O período chuvoso é sempre preocupante para os moradores da Região Serrana do Rio de Janeiro, que é marcada por constantes desastres naturais. No segundo semestre de 2016, unimos forças com o poder público e as comunidades da cidade de Petrópolis (RJ) por meio da inciativa Fortalecendo a Resiliência aos Desastres da Região Serrana do Rio de Janeiro – fruto de uma parceria entre o Instituto C&A, a Save the Children e o Instituto Fonte. Por meio dela, reunimos professores, funcionários, pais e alunos de dez escolas da rede pública para desenvolver ações de prevenção em cenários de risco de catástrofe provocada pelas chuvas durante o calendário letivo de 2017.

Nosso principal objetivo é envolver a comunidade escolar, a sociedade civil e o poder público em ações de formação e mobilização para a atuação em rede. O projeto também prevê apoio financeiro para inciativas propostas pelos próprios grupos comunitários como forma de fortalecimento do espírito de corresponsabilização. Ao todo, 363 pessoas estão sendo impactadas, mas o poder de alcance pode chegar aos 5 mil moradores dos bairros onde as escolas estão localizadas. Conversamos com Derminda de Souza Barbosa, coordenadora do projeto na Escola Municipal Luiz Carlos Soares, que nos conta um pouco mais sobre a iniciativa:

“A região serrana do Rio de Janeiro é marcada por tragédias. Essa é a realidade de Petrópolis. Próximo à Escola Municipal Luiz Carlos Soares, onde trabalho, já tivemos deslizamentos de terra que vitimaram várias pessoas, inclusive familiares de alunos. Como não temos controle sobre as condições climáticas, estamos trabalhando com ações preventivas.

“Desde o início do projeto Fortalecendo a Resiliência aos Desastres da Região Serrana do Rio de Janeiro, reunimos alunos, pais, funcionários e professores na escola, uma vez por mês, para definir as atividades. Na primeira reunião, formamos cinco grupos de brigadas: Prevenção, Preparação, Resposta, Primeiros Socorros e Apoio Psicossocial. Explicamos as atividades e as crianças saíram em busca de informações relacionadas ao seu grupo. A brigada de Primeiros Socorros, por exemplo, mapeou todos os equipamentos de saúde existentes no bairro, enquanto a brigada de Prevenção fez uma inspeção na escola e nos arredores para mapear os riscos existentes. Nos encontros seguintes, vamos reunir todos os grupos para criar o mapa de riscos e o plano de segurança da escola.

A ideia é que nos eventos mensais, que são acompanhados pela equipe do Instituto Fonte, sejam realizadas dinâmicas para fortalecer o grupo, apresentados os resultados das ações e planejadas as atividades para o próximo mês. Sistematicamente, também ocorrem reuniões na Secretaria Municipal de Educação com os diretores das escolas participantes, o secretário de Educação e a equipe do Instituto Fonte.

Por mais que as crianças convivam com essa realidade, elas não sabem o que fazer na hora de um desastre. O grande diferencial do projeto é que os alunos são protagonistas na construção de todo o trabalho. Eles discutem, trazem ideias, compartilham histórias e, dessa maneira, sentem-se mais motivados e empoderados para dar continuidade às ações dentro e fora da escola. Eles se tornam multiplicadores das informações nas comunidades em que moram. É um trabalho muito importante, que deve ser incorporado ao calendário escolar. Esse é o grande desafio para o próximo ano.

A importância da preparação
para desastres

Mais de

50%

Das pessoas afetadas por desastres naturais em todo o mundo são crianças

14x

Mulheres e crianças têm 14 vezesmais probabilidade de morrer em desastres (Fonte http://www.unisdr.org/files/48152_disasterandgenderstatistics.pdf)

=

Para cada dólar investidos em medidas de redução de risco de desastres, pode haver uma economia de US$ 7 na recuperação desta comunidade após um desastre
(Fonte original: Asian Development Bank, 2008. Encontrado em: http://www.aidforum.org/disaster-relief/building-resilience-transforming-the-future-the-role-of-women-in-disaster-r)

Nossa parceria

0,0

Houve impacto positivo sobre 118.781 mães e crianças. Calculamos que mais de 300 mil pessoas foram indiretamente beneficiadas por medidas e políticas de redução de risco de desastres.

Nosso objetivo é fortalecer a capacidade de mães e crianças para superar os desafios de sua vida cotidiana. Vamos fazer isso promovendo iniciativas inovadoras de redução de riscos em ambientes urbanos de cinco países: Brasil, México, China, Índia e Bangladesh.

Como estamos construindo a resiliência de comunidades:

  • Foco em mães e crianças

    Estamos focando nosso trabalho em mães e crianças de favelas e áreas marginalizadas de cinco países em desenvolvimento, não só porque estas são as populações mais vulneráveis aos perigos urbanos, mas porque podem atuar como agentes de mudança. Com as informações e ferramentas adequadas, as mães e as crianças podem transformar suas próprias casas e comunidades em ambientes mais seguros, transformando suas comunidades para que sejam mais resistentes aos desastres.

  • Compartilhar o que funciona

    Cada um dos cinco países nos quais trabalhamos enfrenta desafios distintos. É por isso que em Bangladesh, nos concentramos na gestão de risco de desastres para mulheres e trabalhadores de vestuário. E no México, China e Brasil nós nos concentramos na segurança e capacitação de crianças na escola. As equipes atuando nos diferentes países estão compartilhando o que aprendem uns com os outros - os desafios, as parcerias e os resultados. Isso nos ajudará a criar um quadro geral de aprendizado que poderá ser utilizado no futuro.

  • Produzir evidências

    Estamos conduzindo a pesquisa de Redução do Risco de Desastre, uma série de 11 estudos que fornecerão evidência para nossos programas de redução de risco de desastres. Com base em dados pré-existentes sobre desastres de 17 países, estamos reunindo informações sobre ferramentas, políticas e abordagens de iniciativas que funcionam. Isso nos ajudará a decidir a quais iniciativas queremos dar escala ou deixar para trás.

  • Convocar e inspirar outros

    Uma parceria para melhorar a resiliência de mulheres e crianças só tem o potencial de ganhar escala se unirmos forças com todos aqueles que trabalham com este tema. É por isso que, criamos a primeira Plataforma Global para Redução de Riscos de Desastres. Através deste fórum bienal, estamos criando um ambiente para que instituições e pessoas possam compartilhar conhecimentos, discutir desenvolvimentos, programas e criar parcerias. Isto tem o potencial de acelerar todo o campo.

Valor do apoio: R$ 675 mil (1 ano)
6.3

Conectados
por uma moda
sustentável

Com o apoio do Social Good Brasil, o programa Voluntariado do Instituto C&A conectou empreendedores sociais liderando projetos inovadores para transformar a indústria da moda com profissionais experientes do setor que trabalham no escritório central da C&A. Carolina nos conta sobre os resultados desta iniciativa, chamada Social Lab.

O objetivo da Social Good Brasil é aumentar o número de pessoas que são protagonistas de mudanças sociais e ambientais no País. Uma das nossas iniciativas é o Social Lab, um laboratório que apoia empreendedores a desenhar e validar ideias que usam tecnologias para impacto social.

Em 2016, com o apoio do Instituto C&A, lançamos o primeiro Social Lab Inovação na Cadeia da Moda, uma versão especial do Social Lab, voltada para empreendedores que estão trabalhando para que a indústria da moda seja mais sustentável.

A programação, como em outros Social Labs, contou com nossa metodologia de encontros presenciais de imersão, encontros virtuais, desenho e validação de modelo de negócio. O grande diferencial dessa edição especial da iniciativa ficou por conta dos mentores. Devido à conexão do tema com o dia a dia do trabalho da C&A, convidamos os funcionários do escritório central da empresa para serem mentores voluntários dos empreendedores.

Todo o processo foi bem rico e com muitos ganhos. Muitas vezes o empreendedor social quer atuar na cadeia da moda, mas falta a visão da indústria e das suas complexidades. Ele não sabe, por exemplo, como funciona o processo de compras de uma grande empresa, como é realizado o gerenciamento de resíduos ou quais são os principais problemas vividos pelas organizações que são parte da cadeia de valor do setor têxtil.

Para o empreendedor, é muito importante ter um mentor que entende e vive essas situações e pode orientá-lo. Por outro lado, para o mentor, é uma oportunidade de conhecer novas realidades e desafios e de gerar impacto positivo oferecendo o seu talento e a sua experiência, saindo da ideia mais tradicional de voluntariado.

Das 12 iniciativas que participaram, 11 chegaram até a última fase do Social Lab, na qual realizamos o evento Demoday. Esse é o momento no qual, com base no resultado das atividades desenvolvidas pelos empreendedores, premiamos três iniciativas eleitas por um júri composto de diferentes profissionais e especialistas. Os vencedores receberam um apoio financeiro, chamado de Fundo de Investimento Semente, que eles devem utilizar para investir em suas próprias iniciativas.

E o programa não trouxe só benefícios para os empreendedores. Os voluntários também terminaram o projeto com a sensação de terem participado de algo maior e que pode ajudar a fazer da moda uma força para o bem. O Social Lab foi avaliado como bom e muito bom por 100% dos mentores. Já o Net Promoter Score (NPS), que avalia o quanto você indicaria o Social Lab Inovação na Cadeia da Moda para um amigo, alcançou 94 pontos em uma escala de 100. –

Valor investido no Social Lab:

R$
0 mil

Valor investido no Social
Good Brasil:

R$
0 mil

A história da Cristiane
Cristiane, que trabalha na C&A, compartilha sua experiência como voluntária e revela como isso impactou sua vida e a das crianças da escola onde se voluntaria.